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Filipe Pinto-Ribeiro, Piano
O pianista Filipe Pinto-Ribeiro nasceu no Porto e é considerado um dos principais músicos portugueses da actualidade. Pianista laureado, apresenta-se assiduamente nas mais importantes salas de concerto em Portugal e no estrangeiro, vendo o seu pianismo reconhecido como ímpar pela crítica especializada.
Estudou no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo sob a orientação da Professora Liudmila Roschina - Chefe de Cátedra de Piano e sucessora do seu Mestre, o lendário Samuil Feinberg -, tendo estudado Música de Câmara com Alexander Bakhchiev.
Em Portugal, foi aluno de Helena de Sá e Costa e de Pedro Burmester na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, no Porto. Recebeu a influência de diversos mestres e participou com frequência em Master-Classes internacionais. Foi apreciado e aconselhado por alguns dos maiores nomes do panorama pianístico mundial como Elisso Virsaladze e Dmitri Bashkirov.
Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu com a máxima classificação o Doutoramento em Performance Musical – Piano - no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo.
Gravou diversos C.D.’s que obtiveram excelente receptividade por parte do público e da crítica musical. O seu C.D. de estreia, interpretando obras de M. Mussorgsky, A. Scriabin, D. Schostakovich, C. Debussy e M. Ravel, está já em segunda edição (Numérica 1118). O C.D. “Berlin Sessions” (Numérica 1105), gravado pelo pianista na capital alemã, contém sonatas de D. Scarlatti, C. Seixas, L. Beethoven, R. Wagner e S. Prokofiev. Gravou ainda um C.D. em duo com a pianista Rosa Maria Barrantes, incluindo obras de G. Fauré, E. Satie, C. Debussy, F. Poulenc e M. Ravel (Numérica 1119). O seu último C.D. a solo, intitulado “Bach: Piano Transcriptions”, foi editado pela Companhia Nacional de Música (CNM170).
Desenvolve uma intensa actividade solística e camerística, abrangendo um vasto repertório que se estende do Barroco até aos nossos dias. Fez a estreia em Portugal de obras como os 24 Prelúdios e Fugas Opus 87 de D. Schostakovich, a Chaconne de S. Gubaidulina, o Concerto para Piano e Orquestra Opus 33 de A. Dvorák, o Quinteto com Piano Opus 15 de E. W. Korngold ou a versão para piano das Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz de J. Haydn.
Apresenta-se frequentemente a solo com diversas orquestras como a Orquestra Filarmónica da Eslováquia, Orquestra Filarmónica da Arménia, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara do Kremlin, sob a direcção, entre outros, dos Maestros John Nelson, Charles Olivieri-Munroe, Roman Brogli-Sacher, Luis Izquierdo, Marc Tardue e Misha Rachlevsky.
No âmbito da música de câmara, tem-se apresentado em parceria com músicos como Gérard Caussé, José Van Dam, Pascal Moraguès, Vladimir Mendelssohn, Tatiana Samouil, Pavel Gomziakov, Philippe Graffin ou Christian Poltéra. É membro do Quarteto Archino, agrupamento sediado em Bruxelas.
Filipe Pinto-Ribeiro é director artístico do Schostakovich Ensemble, Ensemble em Residência no Centro Cultural de Belém, com o qual se apresentou em países como Portugal, Rússia, Suécia, Estónia ou Espanha e que gravou para o canal de televisão francês Mezzo.
Para além da sua actividade concertística, Filipe Pinto-Ribeiro orienta frequentemente Master-Classes e é Professor de Piano na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.
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