O meu futuro está no meu passado e o meu passado é o meu presente. Agora, tenho de fazer do presente o meu futuro.
Vladimir Horowitz

O pianista Filipe Pinto-Ribeiro nasceu em 1975 no Porto e é considerado um dos principais músicos portugueses da actualidade.

Estudou no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo sob a orientação da Professora Liudmila Roschina - Chefe de Cátedra de Piano e sucessora do seu Mestre, o lendário Samuil Feinberg - tendo concluído com a máxima classificação o Doutoramento em Performance Musical - Piano. Durante os anos no Conservatório de Moscovo, estudou ainda Música de Câmara com Alexander Bakhchiev e foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em Portugal, foi aluno de Helena de Sá e Costa e graduou-se com Pedro Burmester na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, no Porto.

Recebeu a influência de diversos mestres e participou com frequência em Master-Classes internacionais. Foi apreciado e aconselhado por alguns dos maiores nomes do panorama pianístico mundial.

Filipe Pinto-Ribeiro é Professor de Piano da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Orienta frequentemente Master-Classes de Piano e foi júri de concursos internacionais.

Gravou diversos C.D.’s que obtiveram excelente receptividade por parte do público e da crítica musical. O seu C.D. de estreia, interpretando obras de M. Mussorgsky, A. Scriabin, D. Schostakovich, C. Debussy e M. Ravel, está já em segunda edição (Numérica 1118). O C.D. “Berlin Sessions” (Numérica 1105), gravado pelo pianista na capital alemã, contém sonatas de D. Scarlatti, C. Seixas, L. Beethoven, R. Wagner e S. Prokofiev. Gravou ainda um C.D. em duo com a pianista Rosa Maria Barrantes, incluindo obras de G. Fauré, E. Satie, C. Debussy, F. Poulenc e M. Ravel (Numérica 1119). Em 2007, foi editado o seu último C.D. a solo intitulado “Bach: Piano Transcriptions” (Companhia Nacional de Música 170CD).

Desenvolve uma intensa actividade solística e camerística, abrangendo um vasto repertório que se estende do Barroco até aos nossos dias. Fez a estreia em Portugal de obras como os 24 Prelúdios e Fugas Opus 87 de D. Schostakovich, a Chaconne de S. Gubaidulina, o Concerto para Piano e Orquestra Opus 33 de A. Dvorák, o Quinteto com Piano Opus 15 de E. W. Korngold ou a versão para piano das Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz de J. Haydn.

Apresenta-se frequentemente a solo com diversas orquestras e maestros, em Portugal e no estrangeiro, como a Orquestra Filarmónica da Eslováquia, Orquestra Filarmónica da Arménia, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra de Câmara do Kremlin, Orquestra Clássica da Madeira, Camerata Caja Duero de Salamanca, sob a direcção, entre outros, dos Maestros John Nelson, Charles Olivieri-Munroe, Gérard Caussé, Roman Brogli-Sacher, Luis Izquierdo, Marc Tardue e Misha Rachlevsky.

É membro do Quarteto Archino, agrupamento sediado em Bruxelas.

Filipe Pinto-Ribeiro é director artístico do Schostakovich-Ensemble (DSCH), ensemble associado do Centro Cultural de Belém, com o qual se apresentou em concertos em cidades como Lisboa, Moscovo, Tallinn ou Estocolmo.

Pianista laureado, tem actuado em algumas das principais cidades da Europa, Ásia e América, vendo o seu pianismo reconhecido como ímpar pela crítica especializada nacional e internacional.

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